Nunca Mais, Rachel
Sarah Nickerson é como qualquer outra supermãe extremamente dedicada à
sua carreira em Welmont, um afluente subúrbio de Boston onde vive uma
vida
agitada mas próspera com o marido Bob, uma babá de confiança e três
filhos — Lucy, Charlie e Linus, de nove meses. Entre recrutar as
melhores e mais
brilhantes mentes como vice-presidente de recursos humanos da Berkley
Consulting, levar as crianças para o futebol, a creche e aulas de piano;
convencer a professora do filho que ele não sofre de fato de transtorno
do déficit de atenção e chegar em casa a tempo para o jantar, é um
assombro
que essa superocupada e excepcionalmente bem-sucedida ex-aluna de
Harvard encontre tempo para respirar. Um balão confesso prestes a
estourar, Sarah
administra miraculosamente cada segundo de sua vida como um controlador
de tráfego aéreo. Até que, num dia fatídico, quando está indo de carro
para o
trabalho, ela tenta dar um telefonema e desvia os olhos da estrada por
um segundo a mais. Num piscar de olhos, todas as partes em rápido
movimento de
sua vida abarrotada são bruscamente interrompidas. Uma lesão cerebral
traumática apaga por completo a parte esquerda de seu mundo, e Sarah tem
de
passar a prestar estreita atenção aos detalhes que a cercam, inclusive à
sua mãe até então ausente. Sem perceber a comida do lado esquerdo de
seu
prato ou mesmo sua própria mão esquerda, ela é forçada a procurar
respostas no vazio desse estranho hemi mundo — com relação tanto ao
passado quanto
ao futuro incerto. Agora, quando se obriga a reconquistar sua
independência e curar-se, Sarah tem de aprender que seu destino real —
sua nova,
verdadeira vida — pode estar muito longe do mundo das teleconferências e
das planilhas. E que uma felicidade e uma paz maiores que todo o
sucesso no
mundo estão bem ao seu alcance, contanto que diminua sua velocidade o
suficiente para percebê-las.
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